sábado, 18 de julho de 2009

II Encontro Interconcelhio - Viana do Castelo

À semelhança do que aconteceu no ano anterior, o II Encontro Interconcelhio "Lê para mim, que depois eu conto..." foi um grande sucesso!

Desde a exposição, que primava pela cor, pela heterogeneidade e pela riqueza artística e cultural, passando pela feira do livro, que estava recheadinha de novidades para pais e filhos, pela visita ao Museu, pela Palestra da Dra. Raquel Ramos, que de uma forma muito simples nos deixou algumas dicas para cultivarmos hábitos de leitura em família, pela apresentação de trabalhos, momento alto do encontro, pelo almoço, até à visita guiada ao Centro de Interpretação Ambiental, tivemos aquilo a que se pode chamar Um Dia em Cheio!!

Bem-hajam o municipio de Viana do Castelo, que acolheu a iniciativa, as escolas, os professores, mas sobretudo, as FAMÍLIAS LEITORAS, que ao longo destes anos passaram pelo projecto, e continuam a cultivar as suas sementes de Leitura... PARABÉNS!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

II Encontro Interconcelhio Famílias Leitoras

Três anos semeando afectos

O Projecto de promoção da leitura em ambiente familiar “Lê para mim que depois eu conto…” vai no seu terceiro ano de implementação.
Num total de 12 edições, passaram pelo projecto cerca de 170 famílias, dos concelhos de Ponte de Lima, Esposende e Viana do Castelo.
Ao longo deste tempo, através do livro e da leitura, fomos semeando afectos, vimos germinar e crescer sementes de magia… de alegria… de sabedoria…
A família das Famílias Leitoras tem vindo a proporcionar a todos os participantes momentos e espaços onde apetece estar e ficar...
À semelhança do que aconteceu o ano passado, vai realizar-se no próximo dia 27 de Junho, desta vez em Viana do castelo, o II Encontro Interconcelhio Famílias Leitoras. Contamos com a presença de todos!
Até lá...




sábado, 18 de abril de 2009






Foi com muito orgulho que completámos UMA DÚZIA de edições de “Lê para mim, que depois eu conto...”. Belinho (Esposende) encerrou este ciclo.
Um grupo de cinco famílias participou, ao longo de sete semanas, nas sessões de trabalho que lhes permitiu conhecer e aplicar novas leituras e novas formas de contar histórias em família. A prová-lo estão os trabalhos que, no passado dia 27 de Março, na respectiva tertúlia, estas famílias apresentaram.
Uma original forma de ler poesia foi-nos revelada pelo Tiago, menino do J.I.: uma interessante montagem de imagens num cartaz criou mecanismos de memorização que permitiram ao Tiago declamar “Onde está o gato” de Luísa Ducla Soares para todos os participantes.
O projecto inspirou também a criação da história “Era uma vez uma história”, promoveu a reflexão em torno da importância da leitura em família, tendo o testemunho sido passado por uma das famílias, e deu ainda origem a uma nova dramatização de “Corre, corre cabacinha” que continua a ser um dos livros de eleição das crianças.
“Gerar ideias leitoras”, tema apresentado pela professora Carminda, completou a reflexão em torno desta temática.
A tertúlia encerrou com um momento de animação especialmente dedicado aos pequeninos: “Chapeuzinho Amarelo”, e com um pequeno convívio. Bem hajam todos os participantes!



segunda-feira, 16 de março de 2009

Tertúlia em Fornelos













Encerrou, no passado dia 27 de Fevereiro, em ambiente de festa, a 11ª edição do projecto “Lê para mim, que depois eu conto...”.
As doze famílias participantes presentearam os cerca de sessenta presentes com uma variedade de trabalhos à volta dos, já conhecidos, livros.
As dramatizações dominaram o momento: “O Maluquinho da Bola” deu origem a “Maluquinha pelo neto”, uma peça cheia de humor que teve como protagonista uma avó que vivia obcecada pelas vivências e experiências do seu neto. “Ainda nada?” foi recriada e passou a ter como personagem principal um lobo faminto que esperava o nascer de um pinto, que juntamente com a sua mãe galinha, iria servir-lhe de petisco... no entanto, à semelhança do que aconteceu com o Sr. Luís, o lobo apenas encontrou o “sítio”, o que deu direito à famosa questão: “Ainda nada?”.
“Se eu fosse muito pequenino” inspirou uma nova história: “Se eu fosse uma mosca”, tendo permitido aos presentes satisfazer o desejo de “ser mosca” por alguns momentos... (afinal, todos o desejamos, de vez em quando... não?).
“O Urso e a Formiga” foi reinventado num vistoso cartaz, “Corre, corre cabacinha” foi transformada numa apresentação power point, cheia de movimento, e “A que sabe a Lua?”, foi transformado num interessante jogo, montado por toda a família.
A professora Carminda Lomba proporcionou aos presentes, um momento, simultaneamente, lúdico, e de reflexão, à volta da poesia.
A alegria deste momento constitui prova de que, uma vez mais, foram associadas experiências afectivas, positivas, à leitura e aos livros... que continuam o seu papel de inesgotável fonte de interpretações e inspirações...
Bem-haja a escola, de um modo particular a coordenadora (professora Rita Lima) que acolheu e acompanhou o projecto, fortalecendo, deste modo, os laços entre a escola e a família, contribuindo para o germinar de novas famílias leitoras.
E bem hajam todas as famílias participantes, que, desejamos, continuem a alimentar a imaginação dos seus filhos, “brincando” com os livros, com as histórias, com a poesia...




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Góios - Tertúlia








A 10ª edição do projecto encerrou no passado dia 20 de Fevereiro. Contou com a presença de cerca de cinquenta pessoas, que foram brindadas com um conjunto de trabalhos muito apelativos.
As novas tecnologias foram postas ao serviço do projecto, e, pela primeira vez, algumas das nossas queridas histórias foram convertidas em filmes: “Ainda Nada?” deu origem a um excelente filme animado, onde o aproveitamento e recuperação de desperdícios foram os principais ingredientes, o que, além de ter proporcionado uma recriação da história, constituiu um meio de sensibilização para a problemática ambiental.
Famílias com histórias misturaram-se nas histórias com famílias, e o resultado foi mais uma produção vídeo de “A que sabe a Lua?” enriquecida com pormenores, retrato de alguns dos momentos de dinamização da leitura em família.
“Poemas pequeninos para meninas e meninos” (ou será “Poemas para meninas e meninos pequeninos”?), converteu-se em cineminha com direito a luz e banda sonora, onde foi evidente a participação e o entusiasmo de toda a família.
E já que tínhamos o computador ligado, aproveitámos para conhecer, em divertida apresentação power point, a história de uma menina que “queria ser bailarina”: uma mistura de sonho e de personagens dos vários livros, que deu ainda origem a um livro para colorir que foi distribuído a todas as crianças participantes, uma maneira interessante de prolongar o prazer da leitura.
Conhecemos ainda uma história paralela a “Ainda nada?”, resultado da aplicação da experiência da germinação associada à leitura.
Desligámos o computador, e foi a vez das dramatizações, cujo ponto alto consistiu numa entrada triunfal de CABEÇUDOS, transformados em Urso e Formigas. Foi um verdadeiro “encerrar em beleza”: a integração de elementos folclóricos da região (a família é de Viana do Castelo) provou uma autêntica apropriação do livro.
“A casa da poesia” e um animado momento de convívio completaram o serão, que deu, uma vez mais, provas, de que a leitura em família é um verdadeiro investimento. Bem hajam as famílias, e bem-haja a escola que, tão amavelmente, acolheu e acompanhou o projecto. .





sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Projecto em Fornelos









Está a decorrer desde o passado dia 20 de Janeiro a 11ª edição do “Lê para mim, que depois eu conto…” na EB1 de Igreja – Fornelos, Agrupamento de Escolas de António Feijó (Ponte de Lima).
Um grupo de doze famílias com filhos a frequentar desde o Jardim-de-Infância ao 1º e 2º anos de escolaridade tem vivido experiências de leitura singulares.
Felizes por reencontrarem autores da sua preferência, como é o caso de Luísa Ducla Soares, estas crianças apreciaram sobremaneira a obra “O Urso e a Formiga”, ficando “encantadas” com tão estranho bicho, o que levou, inclusivamente, a arrancar aos pais a promessa de o visitar no Jardim Zoológico. O pijama do urso e os sapatos das formigas foram eleitos como os acessórios preferidos dos meninos deste grupo, que concordaram, sem qualquer relutância, com a aplicação do plano da Formiga Rabiga.
O humor, o nonsense, a rima e a ilustração foram os aspectos mais valorizados nos livros de poesia, tendo as preferências recaído sobre a colectânea “Conto Estrelas em Ti”. As crianças do 1º CEB manifestaram até vontade de ler (autonomamente) estes textos, cuja sonoridade lhes agradava. A mãe do Vítor, que segundo a mesma “é um sonhador”, refere que “O Vítor repetiu toda a leitura da poesia”… No entanto, não foram as crianças as únicas tocadas pelo “bichinho” da poesia, pois estas obras “acordaram” a veia poética das mães e pais envolvidos, que, brincando com as palavras à volta do nome dos seus filhos, construíram rimas muito interessantes.
Vejamos, a título de exemplo:

“O meu filho é o João
É engraçado e brincalhão,
Usa muito a imaginação
Ouve histórias com atenção” (Lucília Silva, mãe do João)


“Hugo é o seu nome,
Quem o pôs sabe o que diz,
Eu só quero que o meu filho
No futuro seja feliz.

Venho aprender para a escola
Para poder ensinar
É tão bom vir aprender
E a minha infância recordar” (Fátima Gonçalves, mãe do Hugo)


“Conhecem a Beatriz?
Uma menina de pele branca
Com pintinhas no nariz,
Com ar meigo,
Ou talvez de santa…
Toda a gente se espanta,
Pois sabe bem o que diz!” (Elisabete Matos, mãe da Beatriz)

Daremos a conhecer as restantes rimas em tópico específico.

Voltemos às histórias: queijo, limão, algodão doce, bolacha e gelatina constam dos sabores da lua por estas bandas… Mas… ao João, a Lua saberia a FELICIDADE! É que os animais estavam tão felizes por terem conseguido chegar à lua (por isso é que dormiram tão juntinhos nessa noite), que a Lua não poderia ter outro sabor que não o da felicidade. Já a Luísa, que associou de imediato esta história ao “Nabo Gigante” (e que não entendeu para quê tanto trabalho por um nabo) não achou que valesse a pena tanto esforço para chegar à Lua… bem que os animais podiam ter canalizado as suas energias para outro fim… Bem, cada cabeça… sua “leitença” (leitura+sentença)…
Já o Maluquinho da Bola, deixou a Francisca muito preocupada… é que esta menina está prestes a ter um irmão… e não vá a mãe lembrar-se de ir ao futebol nesta altura…
Enfim… como nos é dado ver através deste pequeno retrato (pois as emoções das experiências de partilha que se vivem ao longo dos encontros não são passíveis de ser transcritas pela palavra), os livros de sempre… continuam a suscitar as mais variadas leituras e interpretações… No final de 11 edições, num total de 15 grupos, ainda sobram espaços em branco para continuar a preencher…
Até breve.