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sábado, 18 de abril de 2009






Foi com muito orgulho que completámos UMA DÚZIA de edições de “Lê para mim, que depois eu conto...”. Belinho (Esposende) encerrou este ciclo.
Um grupo de cinco famílias participou, ao longo de sete semanas, nas sessões de trabalho que lhes permitiu conhecer e aplicar novas leituras e novas formas de contar histórias em família. A prová-lo estão os trabalhos que, no passado dia 27 de Março, na respectiva tertúlia, estas famílias apresentaram.
Uma original forma de ler poesia foi-nos revelada pelo Tiago, menino do J.I.: uma interessante montagem de imagens num cartaz criou mecanismos de memorização que permitiram ao Tiago declamar “Onde está o gato” de Luísa Ducla Soares para todos os participantes.
O projecto inspirou também a criação da história “Era uma vez uma história”, promoveu a reflexão em torno da importância da leitura em família, tendo o testemunho sido passado por uma das famílias, e deu ainda origem a uma nova dramatização de “Corre, corre cabacinha” que continua a ser um dos livros de eleição das crianças.
“Gerar ideias leitoras”, tema apresentado pela professora Carminda, completou a reflexão em torno desta temática.
A tertúlia encerrou com um momento de animação especialmente dedicado aos pequeninos: “Chapeuzinho Amarelo”, e com um pequeno convívio. Bem hajam todos os participantes!



segunda-feira, 16 de março de 2009

Tertúlia em Fornelos













Encerrou, no passado dia 27 de Fevereiro, em ambiente de festa, a 11ª edição do projecto “Lê para mim, que depois eu conto...”.
As doze famílias participantes presentearam os cerca de sessenta presentes com uma variedade de trabalhos à volta dos, já conhecidos, livros.
As dramatizações dominaram o momento: “O Maluquinho da Bola” deu origem a “Maluquinha pelo neto”, uma peça cheia de humor que teve como protagonista uma avó que vivia obcecada pelas vivências e experiências do seu neto. “Ainda nada?” foi recriada e passou a ter como personagem principal um lobo faminto que esperava o nascer de um pinto, que juntamente com a sua mãe galinha, iria servir-lhe de petisco... no entanto, à semelhança do que aconteceu com o Sr. Luís, o lobo apenas encontrou o “sítio”, o que deu direito à famosa questão: “Ainda nada?”.
“Se eu fosse muito pequenino” inspirou uma nova história: “Se eu fosse uma mosca”, tendo permitido aos presentes satisfazer o desejo de “ser mosca” por alguns momentos... (afinal, todos o desejamos, de vez em quando... não?).
“O Urso e a Formiga” foi reinventado num vistoso cartaz, “Corre, corre cabacinha” foi transformada numa apresentação power point, cheia de movimento, e “A que sabe a Lua?”, foi transformado num interessante jogo, montado por toda a família.
A professora Carminda Lomba proporcionou aos presentes, um momento, simultaneamente, lúdico, e de reflexão, à volta da poesia.
A alegria deste momento constitui prova de que, uma vez mais, foram associadas experiências afectivas, positivas, à leitura e aos livros... que continuam o seu papel de inesgotável fonte de interpretações e inspirações...
Bem-haja a escola, de um modo particular a coordenadora (professora Rita Lima) que acolheu e acompanhou o projecto, fortalecendo, deste modo, os laços entre a escola e a família, contribuindo para o germinar de novas famílias leitoras.
E bem hajam todas as famílias participantes, que, desejamos, continuem a alimentar a imaginação dos seus filhos, “brincando” com os livros, com as histórias, com a poesia...




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Góios - Tertúlia








A 10ª edição do projecto encerrou no passado dia 20 de Fevereiro. Contou com a presença de cerca de cinquenta pessoas, que foram brindadas com um conjunto de trabalhos muito apelativos.
As novas tecnologias foram postas ao serviço do projecto, e, pela primeira vez, algumas das nossas queridas histórias foram convertidas em filmes: “Ainda Nada?” deu origem a um excelente filme animado, onde o aproveitamento e recuperação de desperdícios foram os principais ingredientes, o que, além de ter proporcionado uma recriação da história, constituiu um meio de sensibilização para a problemática ambiental.
Famílias com histórias misturaram-se nas histórias com famílias, e o resultado foi mais uma produção vídeo de “A que sabe a Lua?” enriquecida com pormenores, retrato de alguns dos momentos de dinamização da leitura em família.
“Poemas pequeninos para meninas e meninos” (ou será “Poemas para meninas e meninos pequeninos”?), converteu-se em cineminha com direito a luz e banda sonora, onde foi evidente a participação e o entusiasmo de toda a família.
E já que tínhamos o computador ligado, aproveitámos para conhecer, em divertida apresentação power point, a história de uma menina que “queria ser bailarina”: uma mistura de sonho e de personagens dos vários livros, que deu ainda origem a um livro para colorir que foi distribuído a todas as crianças participantes, uma maneira interessante de prolongar o prazer da leitura.
Conhecemos ainda uma história paralela a “Ainda nada?”, resultado da aplicação da experiência da germinação associada à leitura.
Desligámos o computador, e foi a vez das dramatizações, cujo ponto alto consistiu numa entrada triunfal de CABEÇUDOS, transformados em Urso e Formigas. Foi um verdadeiro “encerrar em beleza”: a integração de elementos folclóricos da região (a família é de Viana do Castelo) provou uma autêntica apropriação do livro.
“A casa da poesia” e um animado momento de convívio completaram o serão, que deu, uma vez mais, provas, de que a leitura em família é um verdadeiro investimento. Bem hajam as famílias, e bem-haja a escola que, tão amavelmente, acolheu e acompanhou o projecto. .





sábado, 20 de dezembro de 2008

8ª Edição: Tertúlia superou expectativas









No passado dia 5 de Dezembro teve lugar, na EBI de Forjães, o encerramento da 8ª edição do projecto “Lê para mim que depois eu conto”. As famílias participantes encantaram todos os presentes com os testemunhos e os trabalhos apresentados.
Foi particularmente evidenciada a importância da leitura em família e foram valorizadas as experiências afectivas vividas em torno dos livros e das histórias.
Os saberes de cada família envolveram-se nas vivências dos protagonistas das obras trabalhadas e foram postos ao serviço da realização dos excelentes trabalhos apresentados.
Deste modo, e a título de exemplo, o Sr. Carlos que se diz “meio ferreiro” criou um Sr. Luís Gigante, pronto a enfrentar o pássaro que lhe roubara a flor! Um original cavalete, realizado por um pai carpinteiro, retratava possíveis espaços de leitura: na escola, na biblioteca e em família. A pesquisa de diferentes versões de uma mesma obra foi o produto da família do Sr. Zé Manel, que enriqueceu, deste modo, o repertório de “Velhinhas da Cabaça” desta comunidade de leitores. Surgiram ainda recriadas as simpáticas personagens de “A que sabe a Lua” e “um maluquinho da bola” versão boneco de trapos. Fomos ainda levados a visitar a casa das nove portas, que convidava a uma visita guiada pelas nove obras do projecto... “E o peixe?”: foi o título da viagem organizada pela família Filénio...
Uma pequena palestra em torno do tema e um animado convívio completaram tão agradável serão… A comprová-lo estão os registos que aqui deixamos...

Bem-hajam todos os que tornaram possível a experiência!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Tertúlia em Guilheta







Encerrou no passado dia 28 de Novembro a 7ª edição do projecto “Lê para mim, que depois eu conto…” na EB1/J.I. de Guilheta (Esposende).
Uma vez mais, os mesmos textos originaram diferentes leituras, como se pode ver pelos trabalhos apresentados pelas famílias participantes.
A Tertúlia contou ainda com a acção de sensibilização “Das histórias com famílias às famílias com histórias”, pela RIBE.
Estão de Parabéns as Famílias de Guilheta, assim como todo o corpo docente participante!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A decorrer em Forjães a 7ª edição do projecto


A sétima edição do "Lê para mim, que depois eu conto..." já está no ar desde o dia 17 de Outubro na EB1/JI de Guilheta, no Agrupamento de Terras de Baixo Neiva, em Forjães, Esposende. Funciona com um grupo de pais do Jardim de Infância e do 1º e 2º anos do 1ºciclo.Um grupo de pais muito curioso e empenhado nos momentos de leitura que acontecem durante o nosso trabalho e felizes por levarem histórias tão interessantes para lerem aos filhos.E é bem verdade que cada leitor faz a sua leitura. Por isso, a lua, para além dos sabores que já lhe tinham sido atribuídos, sabe ainda “a sopa de estrelinhas” e a “paixão” e é muito Romântica, porque os românticos andam sempre na lua!”. Até há quem não saiba o sabor, mas, dá uma mordidela no livro para descobrir o paladar da lua.
E o maluquinho da bola além de "não ter educação porque brinca com o pão", também podia ir viver para o espaço porque lá estão os planetas que são bolas!. E repararam que o jogo de futebol não era em Portugal? É que não estava lá a Bandeira Nacional!

E cá vai uma poesia para uma filha.

A minha filha pequenina
Chama-se Gabriela
Tem cheirinho a cravo
E olhos cor de canela
Anda na escola a aprender
As letras do abecedário
Pois já anda na primária,
Já saiu do infantário
Gosta que lhe leiam histórias
À noitinha, ao deitar
Adormece no seu embalo
E passa a noite a sonhar
Ela faz muitas asneiras,
Pois é muito traquina
Mas também é meiguinha
É boa menina
Ela é muito bonita
Quando crescer será bela.
Amo do coração
Minha filha Gabriela.
Mãe Fernanda

O Menino e a Tartaruga



De certeza que, em mais do que um momento, as personagens das histórias que ouvimos e que contamos, conversam na nossa memória... Foi a propósito dessas conversas que a famíla Matos, participante da 6ª edição do projecto (C.E. Feitosa), criou este fabuloso diálogo entre duas das personagens mais queridas das nossas crianças: o menino de "Se eu fosse muito pequenino" e a Tartaruga de "A que sabe a lua".
Acompanhemos as suas aventuras:
O Menino e a Tartaruga


Tartaruga – Olá, eu sou a Tartaruga e tenho muitos amigos com um grande Desejo…
Menino – Eu sou um menino muito pequenino e consigo coisas fantásticas que pouca gente consegue. Ó tartaruga, posso saber que desejo é esse que tu e os teus amigos perseguem?
Tartaruga – Olha, temos o desejo de tocar e saber a que sabe a lua.
Menino – A que sabe a lua?!!!!!!!
Tartaruga – Já há algum tempo que à noite ficamos ansiosos a olhar o céu e a imaginar a que sabe a lua e como até ela chegar. Sabes, deve ser muito difícil, pois ela está longe.
E tu, menino pequenino, que coisas fantásticas consegues fazer?
Menino – Ó Tartaruga, sabes, eu, por ser muito pequenino faço coisas que os grandes não conseguem.
Tartaruga – Tais como?!!
Menino – Olha, ajudo as formigas a levar as sementes para as suas tocas, conto histórias de gigantes aos lagartos que apanham sol, até me posso meter num ninho de andorinhas…
Tartaruga – Ah! Ah! Ah! Fazes-me rir. Como é isso possível?
Menino – É. Não vês que sou muito pequenino.
E tu, diz-me lá, como vais fazer para chegar à lua?
Tartaruga – Sei lá.
Menino – Já sei. Que tal subires aquela montanha, e assim ficares mais perto dela? Tenta, talvez consigas.
Tartaruga – Boa ideia!
Menino – E depois pedes ajuda aos teus amigos.
Tartaruga – É melhor começar a escalar a montanha.
Menino – Boa. Enquanto fazes isso vou esconder-me na gaveta mais pequenina da cómoda do meu quarto, para jogar às escondidas com a minha mãe.
Tartaruga – Meu Deus, és mesmo muito pequenino…
Ui, Ui, já estou a ficar cansada e ainda vou a meio da montanha.
Menino – Faz um esforço e verás que consegues lá chegar
Tartaruga – Estou a chegar, mas ainda vejo a lua bastante longe. Vou ter que chamar os meus amigos para me ajudarem.
Menino – Então? Não consegues tocar a lua?
Tartaruga – Ainda não. Mas já está mais próxima. E tu, onde estás?
Menino – Estou aqui. Não me consegues ver?
Tartaruga – Não.
Menino – Aqui… Estou a tomar banho dentro deste dedal.
Tartaruga – Dentro de um dedal?!!!
Olha, o meu amigo elefante chegou, vou pedir-lhe para saltar para as minhas costas… Talvez fiquemos mais perto da lua.
Menino – Olha, eu se quisesse tinha uma maneira mais fácil de chegar à lua…
Tartaruga – Tinhas? Como?
Menino – Por ser pequeno, podia sentar-me na cabeça de uma gaivota, admirava a lua e voava sobre as ondas do mar…
Tartaruga – Pois, para ti talvez seja fácil. Eu, já não me bastava escalar a montanha, que ainda tenho que aguentar com o peso do elefante… E a lua ainda está tão longe.
Menino – Ainda te falta um pouco, mas não desistas…
Tartaruga – Ainda falta um bom pedaço. Até parece que quanto mais perto estamos dela, mas longe ela fica, parece que está a fugir. Acho que está a brincar.
Mas como tenho muitos amigos… Já cá chegaram mais dois.
Menino – E quem são?
Tartaruga – A girafa e a zebra.
Menino – Agora vai ser fácil. A girafa é muito grande e tem um pescoço enorme…
Tartaruga – Não creio, a lua continua muito longe. Tão longe como tu. Cá de cima não te consigo ver.
Menino – Pois não. É que eu estou escondido debaixo de uma porta para…
Tartaruga – Os meus amigos não param de chegar. Agora já cá está o leão, que vai saltar para as costas da girafa.
Menino – Boa! Enquanto vou fazer um barco para as minhas extraordinárias viagens…
Tartaruga – Tão pequenino e vais fazer um barco?!!!
Menino – Sim. Um barco, e depois faço longas viagens dentro da minha banheira.
Tartaruga – Dentro da tua banheira?!!!!!!!!!!!!!!!!
Menino – Sim. Basta somente uma rolha de cortiça e dois palitos para fazer de remos… depois é fazer-me ao mar.
Olha, cá de baixo, parece-me que a lua vos foge cada vez que chegais mais perto dela…
Tartaruga – Também me parece, mas eu tenho muitos amigos e depois de cá ter chegado o leão, já cá estão a raposa e o macaco. Mas… tenho um problema.
Menino – Um problema!?
Tartaruga – Sim. É que está a ficar muito frio aqui no cimo da montanha…
Menino – Olha, eu quando tenho muito frio, e como sou pequenino, vou no bolso do sobretudo do meu pai e até durmo no caminho para a escola.
Tartaruga – Eh! Eh! Eh! Deve ser muito bom sentir o quente do bolso do sobretudo do teu pai…
Ai, Ai… não aguento mais!...
Menino - Não aguentas?
Tartaruga – Já viste? Tenho em cima de mim um elefante, uma girafa, uma zebra, um leão, uma raposa e um macaco, e…
Menino – Que foi?
Tartaruga – É o meu amigo rato que está trepando por todos nós acima e… Boa. Boa, Boa…
Menino – Conseguiram?
Tartaruga – Sim, o meu amigo rato deu-lhe uma dentada…
Menino – Posso ir aí?
Tartaruga – Podes. Mas como o farias? Isto aqui é tão alto e tão frio…
Menino – Se deixares, podia atar-me ao fio de um balão vermelho e voar até aí como se fosse um pássaro ou uma nuvem…
Tartaruga – Podes, podes, e assim saberás também o sabor que tem a lua, pois o rato está a dar migalhas a todos os outros e sobra um pedacito para ti…
Menino – Que bom! Já estou voando… E, onde estais?
Tartaruga – Estamos aqui.
Menino – Ah! Já vos estou a ver…
Tartaruga –Aqui, aqui… Apresento-te os meus amigos… Pega o teu pedacito de Lua…
Menino – Obrigado.
Tartaruga – Agora, vamos ficar aqui a dormir todos juntos. Queres ficar connosco?
Menino – Não. Vou levar este pedaço de lua e convidar todos os meus amigos pequeninos para fazer uma festa.
Tartaruga – Bom, vou dormir, pois estou cansada…
Menino – Gostei de te conhecer. Depois da festa com os meus amigos pequeninos também vou dormir… dentro de um búzio da praia embalado pelas ondas do mar… e sonhar com este pedacito de Lua.
E o Tiago rematou - Vitória, vitória, acabou-se a história